A indignação de um padre deu início a uma mudança radical na periferia da maior cidade do país. Eram os anos de 1990, e o índice de assassinatos na região do Jardim Ângela e Capão Redondo, zona sul de São Paulo, ultrapassava a marca de 200 mortes para cada 100 mil habitantes. Os mortos eram homens jovens entre 15 a 25 anos. Inconformado, o padre irlandês Jaime Crowe decidiu arregaçar as mangas e lutar, o que já fazia desde que chegou ao Brasil, mais de duas décadas antes. Se uniu a mães e famílias, convocou os movimentos sociais e instituições e foi pras ruas numa Caminhada pela Vida. O ato passou a ser a marca de um organização: o Fórum em Defesa da Vida que atua até hoje.






A movimentação lançou luz sobre uma região tradicionalmente negligenciada e que só frequentava os jornais nas páginas policiais. Com a experiência acumulada nas CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) que ajudou a fundar anos antes na periferia do município vizinho de Embu das Artes, Jaime – com o suporte de Eduardo, também padre, e da irmã Filis, todos irlandeses – ajudou a mobilizar a população em busca de direitos. Era uma batalha pelo fim do assassinato em massa dos jovens periféricos, mas também uma luta por moradia digna, creches, educação e saúde.



Quem acompanha nossas produções já conhece um pouco sobre o trio de religiosos irlandeses e o papel que desempenharam na construção das CEBs, tema do média metragem “Fé e Política” (link). Agora, o CRIAR Brasil vai contar mais um capítulo dessa história e o legado que ela deixou em um novo documentário que será lançado ainda neste ano de 2026.








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