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	<title>Arquivos discurso de ódio - Criar Brasil</title>
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	<title>Arquivos discurso de ódio - Criar Brasil</title>
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		<title>Discurso e Ideologia de Extrema Direita</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Criar Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 22:40:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O tema urgente e pauta de preocupação internacional será abordado em conferência do linguista holandês Teun A. Van Djik, no dia 28 de novembro, terça-feira, às 18h30, na Escola de Comunicação da UFRJ. Van Djik é um dos principais nomes dos estudos de Análise Crítica do Discurso, atualmente professor da Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona, Espanha, onde fundou e coordena [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O tema urgente e pauta de preocupação internacional será abordado em conferência do linguista holandês Teun A. Van Djik, no dia 28 de novembro, terça-feira, às 18h30, na Escola de Comunicação da UFRJ.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Van Djik é um dos principais nomes dos estudos de Análise Crítica do Discurso, atualmente professor da Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona, Espanha, onde fundou e coordena o Centre of Discourse Studies. Seus estudos recentes discutem a estratégia comunicacional das forças de direita radical na Espanha, Chile, Holanda e Suécia<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A conferência, organizada pela ONG CRIAR Brasil e pelo Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia Política da Informação e da Comunicação (PEIC/UFRJ) faz parte do calendário de atividades de comemoração dos 50 anos do Programa de Pós-Graduação da UFRJ (ECO-Pós).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A conferência será em português e haverá emissão de certificado de participação. Para participar, inscreva-se no formulário disponível no link: <a href="https://forms.gle/wbpwbaBWGTax8iyB7">https://forms.gle/wbpwbaBWGTax8iyB7</a></p>



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		<title>A invisível violência contra comunicadores populares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Criar Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jun 2023 15:05:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Brasil está entre os países mais perigosos para o exercício do jornalismo, segundo International News Safety Institute.</p>
<p>O post <a href="https://criarbrasil.org.br/a-invisivel-violencia-contra-comunicadores-populares/4153/">A invisível violência contra comunicadores populares</a> apareceu primeiro em <a href="https://criarbrasil.org.br">Criar Brasil</a>.</p>
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									<p><span style="font-weight: 400;">Pagou caro o ex-presidente Jair Bolsonaro por agredir verbal e publicamente, em fevereiro de 2020, a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de São Paulo. Em julho de 2022, o Tribunal de Justiça de </span><a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/cidade/sao-paulo/"><b>São Paulo</b></a><span style="font-weight: 400;"> manteve a sua condenação na primeira instância e aumentou de R$ 20 mil para R$ 35 mil a indenização que o expoente da extrema-direita no Brasil deve à repórter. </span></p><p><span style="font-weight: 400;">O quadro geral, entretanto, é diferente para os/as demais jornalistas no Brasil, que quase nunca vencem suas demandas judiciais. Segundo o Relatório da Violência Contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2022, elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), naquele ano aconteceram 376 agressões a jornalistas e empresas de comunicação no Brasil.</span></p><p><b><i>&#8221; </i></b><b><i>Comparado a 2021, este número representa aumento de quase 70% de agressões.</i></b><b><i>&#8220;</i></b></p><p><span style="font-weight: 400;">O índice que coloca o Brasil entre os países mais perigosos do planeta para o exercício do jornalismo, de acordo com o International News Safety Institute (INSI), dos EUA.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Porém, de Norte a Sul do país a situação é ainda pior quando são contabilizados/as comunicadores/as populares &#8211; aqueles/as que atuam produzindo informação em veículos de comunicação de baixo alcance e voltados para a sociedade local. Eles e elas têm de enfrentar desde criminosos a autoridades contrariadas pela publicação de informações muitas vezes incômodas a quem exerce o poder localmente.<br /></span></p><p><span style="font-weight: 400;">Tome-se o exemplo daqueles/as que trabalham em favelas localizadas na cidade do Rio de Janeiro e em comunidades variadas no interior do Estado, reconhecido como um dos mais violentos do Brasil.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Segundo relatório publicado em dezembro de 2022 pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), e elaborado em julho do ano passado após visita de dois dias a três das maiores favelas do município, &#8220;a existência de poderes paralelos ao Estado e a presença cotidiana do policiamento ostensivo, e a consequente violência policial, comunicadoras/es populares estão inseridos em cenário polarizado e profundamente agressivo&#8221;.<br /></span></p><p><span style="font-weight: 400;">Há ainda outra questão: &#8220;a presença de grandes conglomerados de mídia no Estado é constantemente contraposto por estas/es comunicadoras/es, que questionam a forma como se comunicam assuntos relacionados à segurança pública, à desigualdade e às favelas e populações vulnerabilizadas na região: observa-se que a cobertura jornalística reafirma estereótipos, pré-conceitos e impõe pré-julgamentos sobre as favelas e seus moradores. O monopólio da comunicação no estado é caracterizado pela apropriação midiática da família Marinho&#8221;. </span></p><p>No outro extremo do país, a situação é pior &#8211; e ainda mais invisibilizada, como identificou em meados de 2022 a organização Artigo 19: &#8220;nas três últimas edições do Relatório de Violações à Liberdade de Expressão, a Região Amazônica apresenta expressivos números de graves violações contra comunicadores e comunicadoras no País, em especial em cidades com menos de 100 mil habitantes. Ao todo, entre 2018 e 2021, foram contabilizadas, na região, 29 violências entre as elencadas como mais graves (em um total de 99)&#8221;.</p><p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a Artigo 19, nos nove estados que compõem a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão, que juntos correspondem a 59% do território brasileiro), as graves violações de direitos humanos contra comunicadores/as populares incluem ameaças de morte, tentativa de  homicídio e até assassinatos &#8211; como os dois que aconteceram Roraima e Pará (em 2018) e outro verificado em Roraima, em 2021, último ano do qual se tem estatísticas.</span></p><p><b>Em boa medida, este quadro difícil melhoraria muito se as mídias comunitárias não tivessem os limites atuais para captar recursos.<br /></b><span style="color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;"><br />No caso da radiodifusão comunitária, regulada pela Lei 9.612/98, as entidades estão proibidas de acessarem múltiplas formas de sustentabilidade &#8211; como publicidade, por exemplo -, estando restritas ao limitado apoio cultural.</span><b><br /></b></p><p><span style="font-weight: 400;">Assim, como observam integrantes do movimento de rádios comunitárias, com recursos econômicos os/as comunicadores/as populares teriam as mínimas condições materiais de produzirem mais jornalismo e, em caso de ameaças ou crimes piores, de contarem com estrutura jurídica e de apoio material que lhes permitissem enfrentar a situação com mais segurança.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Uma opção para a provisão de recursos constava do Projeto de Lei 2630, de 2020, também conhecido como &#8220;PL das fake news&#8221;. Entretanto, pela nova versão do PL que está sendo reescrita pelo relator Orlando Silva (PCdoB-SP) para facilitar a sua aprovação, não constará mais a obrigação de as mídias comunitárias serem remuneradas pelas grandes plataformas de informação (as big techs Google, Facebook etc) que faturam alto utilizando sem pagar nada pelos conteúdos produzidos pelas mídias locais.<br /></span></p><p><span style="font-weight: 400;">Um PL visto como alternativa pelo movimento nacional de comunicação democrática, o de número 2370/2019, da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), trata do direito autoral apenas de obras literárias, artísticas ou científicas, mas deixa de fora de seu escopo a produção jornalística.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">O cenário é de muita gravidade e não aponta para a melhora da situação de insegurança &#8211; seja no curto, no médio e ou no longo prazo &#8211; para as quase 5 mil rádios comunitárias que o Ministério das Comunicações estima funcionarem no Brasil. Apesar de prestarem valioso e inigualável serviço público, elas e as demais mídias comunitárias não recebem qualquer subvenção estatal e ainda têm sérios limites legais para levantar recursos financeiros. Ficando mais vulnerável ao aparelhamento político ou de igrejas locais, desvirtuando seu princípio comunitário.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Pior para seus trabalhadores/as: a sustentabilidade econômica, é o principal instrumento para lhes garantir alguma segurança, diante de um trabalho diário que muitas vezes denuncia as piores situações.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Por Adriana Maria, jornalista e coordenadora do C</span>RIAR<span style="font-weight: 400;"> Brasil, Carlos Tautz, jornalista e doutorando em História Contemporânea na UFF e Isabelle Gomes, mestra e jornalista do CRIAR Brasil.</span></p><h6><span style="color: #000000; font-family: arial, sans-serif; font-size: small;">Artigo publicado no site <a href="https://www.brasildefatorj.com.br/2023/06/27/artigo-a-invisivel-violencia-contra-comunicadores-populares">Brasil de Fato</a> | </span><span style="color: #000000; font-family: arial, sans-serif; font-size: small;">27 de Junho de 2023 às 17:25</span></h6>								</div>
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		<p>O post <a href="https://criarbrasil.org.br/a-invisivel-violencia-contra-comunicadores-populares/4153/">A invisível violência contra comunicadores populares</a> apareceu primeiro em <a href="https://criarbrasil.org.br">Criar Brasil</a>.</p>
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		<title>Seminário “Palavras que matam: como enfrentar a desinformação e o discurso de ódio&#8221;, em parceria com o PEIC/UFRJ e o IFCS/UFRJ. Participe!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anna Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 May 2023 15:42:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como resistir à intolerância? O que fazer diante do discurso de ódio? Que estratégias utilizar para combater as notícias falsas? Como envolver as plataformas de redes sociais no combate efetivo à violência? Para buscar respostas para essas e outras questões que desafiam a sociedade e põem em xeque a democracia, o CRIAR Brasil vai realizar o seminário “Palavras que matam: como enfrentar a desinformação e o discurso de ódio”, em parceria com o PEIC/UFRJ e o IFCS/UFRJ, com apoio da Ford Foundation. O encontro vai contar com a participação de Suzy Santos (professora ECO/UFRJ), Michel Gherman (professor Sociologia/IFCS-UFRJ), Fernando Santoro (professor Filosofia/IFCS-UFRJ) e Camila Marins (jornalista e editora da Revista Brejeiras) reunidos no Salão Nobre do IFCS/UFRJ (Largo de São Francisco – Centro). O seminário será no dia 23 de maio (terça-feira) às 10h. Venha fazer parte dessa reflexão!</p>
<p>O post <a href="https://criarbrasil.org.br/palavras-matam-como-resistir-a-intolerancia/4061/">Seminário “Palavras que matam: como enfrentar a desinformação e o discurso de ódio&#8221;, em parceria com o PEIC/UFRJ e o IFCS/UFRJ. Participe!</a> apareceu primeiro em <a href="https://criarbrasil.org.br">Criar Brasil</a>.</p>
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									<p>Como resistir à intolerância? O que fazer diante do discurso de ódio? Que estratégias utilizar para combater as notícias falsas? Como envolver as plataformas de redes sociais no combate efetivo à violência? Para buscar respostas para essas e outras questões que desafiam a sociedade e põem em xeque a democracia, o CRIAR Brasil vai realizar o seminário “Palavras que matam: como enfrentar a desinformação e o discurso de ódio”, em parceria com o PEIC/UFRJ e o IFCS/UFRJ, com apoio da Ford Foundation. O encontro vai contar com a participação de Suzy Santos (professora ECO/UFRJ) <a class="x1i10hfl xjbqb8w x6umtig x1b1mbwd xaqea5y xav7gou x9f619 x1ypdohk xt0psk2 xe8uvvx xdj266r x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r xexx8yu x4uap5 x18d9i69 xkhd6sd x16tdsg8 x1hl2dhg xggy1nq x1a2a7pz notranslate _a6hd" tabindex="0" role="link" href="https://www.instagram.com/suzysantosecoufrj/">@suzysantosecoufrj</a>, Michel Gherman (professor Sociologia/IFCS-UFRJ) <a class="x1i10hfl xjbqb8w x6umtig x1b1mbwd xaqea5y xav7gou x9f619 x1ypdohk xt0psk2 xe8uvvx xdj266r x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r xexx8yu x4uap5 x18d9i69 xkhd6sd x16tdsg8 x1hl2dhg xggy1nq x1a2a7pz notranslate _a6hd" tabindex="0" role="link" href="https://www.instagram.com/ghermanmic/">@ghermanmic</a>, Fernando Santoro (professor Filosofia/IFCS-UFRJ) e Camila Marins (jornalista e editora da Revista Brejeiras) <a class="x1i10hfl xjbqb8w x6umtig x1b1mbwd xaqea5y xav7gou x9f619 x1ypdohk xt0psk2 xe8uvvx xdj266r x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r xexx8yu x4uap5 x18d9i69 xkhd6sd x16tdsg8 x1hl2dhg xggy1nq x1a2a7pz notranslate _a6hd" tabindex="0" role="link" href="https://www.instagram.com/camilamarinsrj/">@camilamarinsrj</a> reunidos no Salão Nobre do IFCS/UFRJ (Largo de São Francisco – Centro). O seminário será no dia 23 de maio (terça-feira) às 10h. Venha fazer parte dessa reflexão!</p>								</div>
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		<title>O CRIAR Brasil condena os atentados golpistas presenciados no último domingo, dia 08/01.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anna Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jan 2023 19:22:33 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[comunicação democrática]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O CRIAR Brasil, organização que luta pelos direitos humanos, pela soberania popular e por justiça social, condena quaisquer atentados golpistas contra a democracia, as instituições e o desejo popular refletido legitimamente pelas urnas. As cenas de terrorismo que tristemente presenciamos hoje no Brasil não são atos espontâneos. É urgente investigar a negligência e o conluio de autoridades bem como os financiadores dos atos de vandalismo de uma minoria antidemocrática, viúva da ditadura civil-militar e incapaz de aceitar a vontade popular. Sem anistia para quem atenta contra a democracia.</p>
<p>Especialmente, nos solidarizamos com nossos colegas jornalistas que sofreram atos de hostilidade e violência durante a realização de seu trabalho essencial em favor da verdade e da democracia.</p>
<p>Juntamente com as mídias comunitárias e entidades parceiras da sociedade civil reafirmamos nosso compromisso com a luta dos movimentos sociais, populares e comunitários em favor da justiça, da igualdade e da democracia.</p>
<p>#democracia #semanistia #terrorismonão</p>
<p>O post <a href="https://criarbrasil.org.br/entidades-assinam-carta-sobre-medidas-para-o-campo-da-comunicacao-copy/3984/">O CRIAR Brasil condena os atentados golpistas presenciados no último domingo, dia 08/01.</a> apareceu primeiro em <a href="https://criarbrasil.org.br">Criar Brasil</a>.</p>
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									<p>O CRIAR Brasil, organização que luta pelos direitos humanos, pela soberania popular e por justiça social, condena quaisquer atentados golpistas contra a democracia, as instituições e o desejo popular refletido legitimamente pelas urnas. As cenas de terrorismo que tristemente presenciamos hoje no Brasil não são atos espontâneos. É urgente investigar a negligência e o conluio de autoridades bem como os financiadores dos atos de vandalismo de uma minoria antidemocrática, viúva da ditadura civil-militar e incapaz de aceitar a vontade popular. Sem anistia para quem atenta contra a democracia.<br /><br />Especialmente, nos solidarizamos com nossos colegas jornalistas que sofreram atos de hostilidade e violência durante a realização de seu trabalho essencial em favor da verdade e da democracia.<br /><br />Juntamente com as mídias comunitárias e entidades parceiras da sociedade civil reafirmamos nosso compromisso com a luta dos movimentos sociais, populares e comunitários em favor da justiça, da igualdade e da democracia.<br /><br /><a class="x1i10hfl xjbqb8w x6umtig x1b1mbwd xaqea5y xav7gou x9f619 x1ypdohk xt0psk2 xe8uvvx xdj266r x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r xexx8yu x4uap5 x18d9i69 xkhd6sd x16tdsg8 x1hl2dhg xggy1nq x1a2a7pz  _aa9_ _a6hd" tabindex="0" role="link" href="https://www.instagram.com/explore/tags/democracia/">#democracia</a> <a class="x1i10hfl xjbqb8w x6umtig x1b1mbwd xaqea5y xav7gou x9f619 x1ypdohk xt0psk2 xe8uvvx xdj266r x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r xexx8yu x4uap5 x18d9i69 xkhd6sd x16tdsg8 x1hl2dhg xggy1nq x1a2a7pz  _aa9_ _a6hd" tabindex="0" role="link" href="https://www.instagram.com/explore/tags/semanistia/">#semanistia</a> <a class="x1i10hfl xjbqb8w x6umtig x1b1mbwd xaqea5y xav7gou x9f619 x1ypdohk xt0psk2 xe8uvvx xdj266r x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r xexx8yu x4uap5 x18d9i69 xkhd6sd x16tdsg8 x1hl2dhg xggy1nq x1a2a7pz  _aa9_ _a6hd" tabindex="0" role="link" href="https://www.instagram.com/explore/tags/terrorismon%C3%A3o/">#terrorismonão</a></p>								</div>
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		<title>Ações de comunicação em favor da prevenção ao discurso de ódio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anna Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Dec 2022 18:58:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos e Democracia]]></category>
		<category><![CDATA[desinformação]]></category>
		<category><![CDATA[direito à comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[discurso de ódio]]></category>
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		<category><![CDATA[segurança comunicadores(as)]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ambiente político tóxico e polarizado do atual contexto brasileiro tem impulsionado narrativas de intolerância e desrespeito aos pilares do regime democrático. Num contexto pós-eleições seguem os ataques sobre as instituições com apoio de autoridades e tendo a comunicação como centro das disputas. Compreendemos ser urgente enfrentar este problema que, em última análise, coloca em risco os direitos, a segurança e até mesmo a vida da população.</p>
<p>O post <a href="https://criarbrasil.org.br/acoes-de-comunicacao-em-favor-da-prevencao-ao-discurso-de-odio/3911/">Ações de comunicação em favor da prevenção ao discurso de ódio</a> apareceu primeiro em <a href="https://criarbrasil.org.br">Criar Brasil</a>.</p>
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									<p>O ambiente político tóxico e polarizado do atual contexto brasileiro tem impulsionado narrativas de intolerância e desrespeito aos pilares do regime democrático. Num contexto pós-eleições seguem os ataques sobre as instituições com apoio de autoridades e tendo a comunicação como centro das disputas. Compreendemos ser urgente enfrentar este problema que, em última análise, coloca em risco os direitos, a segurança e até mesmo a vida da população.</p><p>As consequências da polarização política e da desinformação sistêmica se tornaram evidentes durante a pandemia de covid-19 ao interferirem na execução e adesão da população às políticas públicas sanitárias de prevenção, vacinação e enfrentamento ao novo coronavírus.</p><p>Temos encarado o enorme desafio de construir estratégias comunicativas que, de fato, dialoguem com a população, se atenham aos princípios éticos e possam se contrapor ao discurso de ódio que ganhou espaço nos últimos anos como fala oficial, nas redes sociais e na mídia hegemônica, onde foi gestado e nutrido bem antes das eleições presidenciais de 2018. Tais discursos, com raízes racistas, machistas e homofóbicas não atingem apenas moralmente seus alvos, mas estimulam a violência que vitima principalmente a população pobre, negra, mulheres e LGBTQIA+.</p><p>O ódio é reverberado muitas vezes – como revela um estudo em curso no âmbito do grupo de pesquisa Políticas e Economia da Informação e da Comunicação (PEIC/UFRJ), parceiro do Criar Brasil, – por comunicadores da mídia hegemônica, especialmente de programas policialescos, e proprietários dos meios de comunicação como objeto de pressão política e busca de ascensão eleitoral dos próprios e seus aliados. Estes, depois de eleitos, se dedicam a produzir políticas públicas e legislação de ataque à população mais vulnerável, agravando a intolerância vigente no país.</p><p>O projeto “Ações de comunicação em favor da prevenção ao discurso de ódio”, realizado pelo Criar Brasil com apoio da Fundação Ford, busca enfrentar esse desafio de pesquisar, refletir e produzir materiais que explicitem as consequências da intolerância e dialogue, especialmente, com a população mais pobre.</p>								</div>
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		<p>O post <a href="https://criarbrasil.org.br/acoes-de-comunicacao-em-favor-da-prevencao-ao-discurso-de-odio/3911/">Ações de comunicação em favor da prevenção ao discurso de ódio</a> apareceu primeiro em <a href="https://criarbrasil.org.br">Criar Brasil</a>.</p>
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		<title>Seminário Prevenção ao discurso de ódio e segurança de comunicadores (as) comunitários (as).</title>
		<link>https://criarbrasil.org.br/seminario-prevencao-discurso-de-odio-e-seguranca/3873/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=seminario-prevencao-discurso-de-odio-e-seguranca</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anna Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Dec 2022 14:24:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação comunitária]]></category>
		<category><![CDATA[direito à comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[discurso de ódio]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de expressão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Violência contra jornalistas e discurso de ódio estiveram em pauta no evento promovido pelo Criar Brasil em setembro de 2022. Com a presença de representantes da comunicação comunitária - como Agência de Notícias da Favela (ANF), o Fórum Grita Baixada e do Jornal Impacto, de Magé - o seminário aconteceu no Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro e contou com a participação da coordenadora da ONG Artigo 19 e representante da Rede de Proteção de Jornalistas e Comunicadores, Maria Tranjan, e da Diretora da Escola de Comunicação da ECO/UFRJ e coordenadora do Grupo de Pesquisa PEIC/UFRJ, Suzy Santos.</p>
<p>O post <a href="https://criarbrasil.org.br/seminario-prevencao-discurso-de-odio-e-seguranca/3873/">Seminário Prevenção ao discurso de ódio e segurança de comunicadores (as) comunitários (as).</a> apareceu primeiro em <a href="https://criarbrasil.org.br">Criar Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Violência contra jornalistas e discurso de ódio estiveram em pauta no evento promovido pelo Criar Brasil em setembro de 2022. Com a presença de representantes da comunicação comunitária &#8211; como Agência de Notícias da Favela (ANF), o Fórum Grita Baixada e do Jornal Impacto, de Magé &#8211; o seminário aconteceu no Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro e contou com a participação da coordenadora da ONG Artigo 19 e representante da Rede de Proteção de Jornalistas e Comunicadores, Maria Tranjan, e da Diretora da Escola de Comunicação da ECO/UFRJ e coordenadora do Grupo de Pesquisa PEIC/UFRJ, Suzy Santos.</p>
<p>Em relação ao tema de segurança de jornalistas, comunicadoras e comunicadores de favelas e periferias do Rio de Janeiro relataram casos pessoais que trouxeram à tona o Estado como um dos maiores violadores do direito à comunicação dentro dos territórios, que convivem ainda com ameaças e cerceamentos do tráfico e da milícia. Um Guia prático para segurança de comunicadoras/es comunitárias/os com recomendações e informações para o jornalismo seguro com foco na realidade das mídias livres e comunitárias foi distribuído para os participantes, que tiveram ainda orientações sobre protocolos de Segurança elaborado pela Artigo19.</p>
<p>Sobre o tema do discurso de ódio, os debates levaram à constatação de que essa prática se disseminou de tal forma no Brasil que rompeu barreiras, ocupou espaços e impregnou parte significativa da população. Tem consequências concretas no aumento da violência política, em ataques, na intolerância que marca presença no cotidiano.</p>
<p>Os participantes discutiram a responsabilidade da mídia tradicional, como rádios e TVs, e das redes sociais, um quadro agravado pelo discurso oficial dos últimos anos marcado pelo ódio.</p>
<p>Nas discussões, ficou clara a dificuldade, inclusive de comunicadores, de identificarem as narrativas intolerantes que são realizadas em nome da liberdade de expressão. Como conclusão, a necessidade urgente de iniciativas concretas para abrir o diálogo e impor limites que preservem a dignidade, a vida e a democracia.</p>
<p>Confira algumas fotos do nosso seminário.&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" width="720" height="540" src="https://criarbrasil.org.br/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-05-at-3.17.14-PM.jpeg" alt="" loading="lazy" srcset="https://criarbrasil.org.br/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-05-at-3.17.14-PM.jpeg 1024w, https://criarbrasil.org.br/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-05-at-3.17.14-PM-300x225.jpeg 300w, https://criarbrasil.org.br/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-05-at-3.17.14-PM-768x576.jpeg 768w, https://criarbrasil.org.br/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-05-at-3.17.14-PM-80x60.jpeg 80w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px"><br />
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<img loading="lazy" decoding="async" width="720" height="404" src="https://criarbrasil.org.br/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-05-at-3.11.59-PM-1024x575.jpeg" alt="" loading="lazy" srcset="https://criarbrasil.org.br/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-05-at-3.11.59-PM-1024x575.jpeg 1024w, https://criarbrasil.org.br/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-05-at-3.11.59-PM-300x169.jpeg 300w, https://criarbrasil.org.br/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-05-at-3.11.59-PM-768x431.jpeg 768w, https://criarbrasil.org.br/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-05-at-3.11.59-PM.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px"></p>
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		<title>Entidades assinam carta sobre medidas para o campo da comunicação</title>
		<link>https://criarbrasil.org.br/entidades-assinam-carta-sobre-medidas-para-o-campo-da-comunicacao/3784/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=entidades-assinam-carta-sobre-medidas-para-o-campo-da-comunicacao</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anna Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Nov 2022 22:03:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação democrática]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[direito à comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[discurso de ódio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Democracia e direito à comunicação andam juntos. Desinformação, discurso e ações de ódio, ataque a jornalistas e violação de direitos têm dado o tom da comunicação no Brasil nos últimos anos. Com a perspectiva de um novo governo, eleito a partir de uma ampla coalizão calcada na defesa do estado democrático de direito, é preciso apontar ações necessárias para garantir uma comunicação democrática. O Criar Brasil é uma das organizações a assinar a carta. Confira o texto na íntegra.</p>
<p>O post <a href="https://criarbrasil.org.br/entidades-assinam-carta-sobre-medidas-para-o-campo-da-comunicacao/3784/">Entidades assinam carta sobre medidas para o campo da comunicação</a> apareceu primeiro em <a href="https://criarbrasil.org.br">Criar Brasil</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Democracia e direito à comunicação andam juntos. Desinformação, discurso e ações de ódio, ataque a jornalistas e violação de direitos têm dado o tom da comunicação no Brasil nos últimos anos. Com a perspectiva de um novo governo, eleito a partir de uma ampla coalizão calcada na defesa do estado democrático de direito, é preciso apontar ações necessárias para garantir uma comunicação democrática. O Criar Brasil é uma das organizações a assinar a carta. Confira o texto na íntegra.</p>



<h1 class="has-regular-font-size wp-block-heading" style="font-style:normal;font-weight:700">Comunicação democrática é vital para democracia &#8211; uma agenda para o novo governo Lula</h1>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais indicadores internacionais para medir o grau de amadurecimento de sociedades democráticas é a garantia do direito à comunicação. Ele se traduz na existência de um ecossistema comunicativo que permita às pessoas compreenderem os grandes temas nacionais e participarem do debate público. Isso exige pluralidade e diversidade de meios (com presença de veículos comerciais, públicos e estatais), mecanismos republicanos de gestão pública da infraestrutura de comunicação e telecomunicações e políticas de fomento, de tal forma que o acesso à produção e distribuição de conteúdos seja acessível a todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a Constituição de 1988, a sociedade brasileira luta para construir um conjunto de medidas para garantir que o direito à comunicação seja efetivado no país. Um desafio que cresceu nos últimos anos, devido às transformações tecnológicas que impactam as mais diversas áreas da sociedade e que são, hoje, centrais para a inserção dos países na economia mundial. Mais que nunca, sem comunicação democrática, a construção de um Brasil mais desenvolvido, soberano e plural é bloqueada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ausência de uma comunicação democrática no Brasil contribuiu para o que ocorreu nos últimos 6 anos no país – e que agora precisa ser revertido. A partir do golpe parlamentar de 2016, as políticas de comunicação também sofreram um forte impacto, com o desmonte de iniciativas fundamentais no campo do acesso à Internet; a extinção do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e outras medidas que atentaram contra a construção de uma comunicação pública; o retrocesso na transparência e acesso à informação pública e nos critérios republicanos para distribuição de verbas de publicidade; a flexibilização das obrigações para concessões de rádio e TV e seu uso abusivo para fins políticos; mudanças no marco legal das Telecomunicações, com a disputa de mais de 100 bilhões em bens reversíveis, segundo levantamento do Tribunal de Contas da União, que deveriam retornar ao Estado brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, o país passou a vivenciar uma sequência de ataques a jornalistas, comunicadores e meios de comunicação por parte do governo e do presidente da República; uma intensificação das violações à liberdade de expressão, com a disseminação de desinformação, discurso de ódio e conteúdos que atentam contra o Estado Democrático de Direito, principalmente em plataformas de redes sociais; e a promoção de políticas de vigilância dos cidadãos. A combinação destes fatores gerou um ambiente de fragmentação do debate público e de ameaça permanente à democracia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Faltaram, ademais, políticas essenciais ao momento da pandemia, como a promoção do acesso à Internet e de desenvolvimento de tecnologias nacionais, demandas que seguem cada vez mais presentes. Esse cenário aprofunda a desigualdade e coloca o Brasil em um lugar de consumidor de tecnologia, muito aquém do que podemos e devemos ser.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, amparada numa ampla coalizão política de salvação nacional, teve como principal bandeira a defesa da democracia no Brasil. Essa agenda é indissociável da construção de uma comunicação democrática no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos agora, porém, além do histórico de concentração na propriedade dos meios de comunicação, desafios mais profundos pela frente, seja em função das novas tecnologias digitais e de seu controle por grandes plataformas globais, seja pela intolerância que se aprofundou a partir do discurso de ódio e violência propagado pela extrema direita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é mais possível que a sociedade brasileira fique refém do discurso que visa interditar a necessidade de democratizar o setor e atualizar sua regulação, quando esta agenda vem sendo implementada em todo o mundo, inclusive em países liberais. A Constituição Federal veda a censura, condena os monopólios e oligopólios e preconiza a relevância das culturas nacional e regionais, comandos que precisam ser implementados à luz do cenário atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste sentido, as entidades, organizações, jornalistas, veículos de comunicação, pesquisadores e ativistas que assinam esta carta assumem o compromisso de lutar com ainda mais vigor por garantias ao direito à comunicação dos brasileiros e brasileiras. O próximo governo precisa encarar este tema como estratégico para a tarefa de superação do fascismo e reconstrução do país. Mais do que apenas uma agenda setorial, democratizar e modernizar as comunicações é condição para evitar o ascenso de movimentos autoritários que ameaçam a democracia e as políticas sociais em nosso país.</p>



<h1 class="has-regular-font-size wp-block-heading" style="font-style:normal;font-weight:700">Para começar a assegurar este direito, apontamos a necessidade das seguintes medidas:</h1>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><em>Garantia da diversidade e pluralidade comunicativas</em></strong>, com a adoção de políticas capazes de assegurar a expressão midiática de uma multiplicidade de sujeitos sociais e correntes de pensamento, evitando o controle que poucos grupos exercem hoje sobre o debate público, e a regulamentação dos dispositivos da Constituição de 1988, como a complementaridade entre os sistemas público, privado e estatal, a vedação ao monopólio, o fomento à produção regional e independente, entre outros. Tal esforço passa por medidas de fomento à produção de conteúdos por segmentos historicamente marginalizados no país, como mulheres, negros, trabalhadores, pessoas com deficiência e população LGBTQIA+.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><em>Universalização do acesso à internet</em></strong>, via o desenvolvimento de políticas públicas para garantir o acesso universal, significativo e de qualidade para todos, com preços acessíveis e sem limitação de franquia de dados móveis. A se dar tanto pela ação direta do Estado no provimento de conexão a partir de redes públicas, como pela definição da modicidade tarifária, de metas de conectividade para as empresas privadas, de políticas de fomento aos pequenos e médios provedores e iniciativas de acesso à internet comunitária.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><em>Regulação das plataformas digitais</em></strong>, a exemplo do que começa a ser feito em todo o mundo, com destaque para a União Europeia, com o estabelecimento de regras que impeçam os gigantes tecnológicos de estabelecer oligopólios, que garantam transparência e devido processo na moderação de conteúdos, que combatam abusos no discurso online (como campanhas de desinformação, discurso de ódio, violência política a atentados ao Estado Democrático de Direito), e que estimulem o surgimento de alternativas produzidas nacionalmente e baseadas na perspectiva do bem comum e das necessidades locais. Tal agenda deve considerar o estabelecimento de uma estrutura regulatória moderna e convergente, a exemplo do modelo adotado em democracias consolidadas.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><em>Fortalecimento das mídias alternativas, independentes, comunitárias, populares e periféricas, </em></strong>de todo um grupo de veículos e iniciativas que nasceram fora dos grandes oligopólios privados da comunicação no país e que requerem políticas públicas de incentivo para sua consolidação e ampliação.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><em>Enfrentamento à violência contra jornalistas e comunicadores</em></strong>, por meio da adoção de um discurso público de valorização e reconhecimento ao trabalho da imprensa, do fortalecimento do Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas, e do enfrentamento à impunidade nos crimes contra jornalistas. A valorização do trabalho jornalístico também requer a adoção de mecanismos contra a precarização e o assédio, principalmente contra as mulheres jornalistas e comunicadoras.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><em>Recuperação da autonomia e do caráter público e fortalecimento da EBC </em></strong>e do sistema de emissoras e agências públicas ligadas a ela. Por sua estrutura e capilaridade, a EBC pode converter-se em espaço para difusão dos conteúdos produzidos pela multiplicidade de sujeitos comunicativos que queremos estimular, com autonomia e sob governança da sociedade brasileira, através da reinstalação do Conselho Curador.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><em>Estímulo à apropriação tecnológica e educação midiática</em></strong>, com políticas de formação para uso de novas mídias, através do letramento midiático crítico, e autogestão de infraestruturas de telecomunicações comunitárias, que permitam a produção de conteúdos em linguagens escrita e audiovisual e preparem os cidadãos para uma relação crítica e autônoma com conteúdos midiáticos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>&#8211; Desenvolvimento, em interlocução com a pasta de ciência e tecnologia, de um programa de soberania digital para o Brasil</em></strong>, com medidas como o incentivo e criação de datacenters que envolvam governos estaduais, municípios, universidades públicas e organizações não-governamentais, que permitam manter dados em nosso território e aplicar soluções de Inteligência Artificial que estimulem e beneficiem a inteligência coletiva local e regional. Tal programa deve ainda prospectar tecnologias e experimentos que reforcem a tecnodiversidade e avanços em áreas estratégicas ao desenvolvimento, além de capacitar recursos humanos e sua permanência no setor público para criação de soluções que nos afastem do panorama de dependência das grandes corporações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como subsídio ao debate, compartilhamos abaixo um conjunto de documentos, notas técnicas e propostas para várias áreas da comunicação, elaboradas por diferentes redes, organizações e pesquisadores que atuam historicamente nas discussões sobre o tema, e encaminhadas anteriormente aos coordenadores do programa de governo do presidente Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É urgente que o próximo governo trate as políticas de comunicação e inclusão digital como estratégicas para a reconstrução do país e priorize, no comando da pasta e das secretarias relacionadas ao setor, quadros comprometidos com essa agenda democrática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário, ainda, constituir espaços de debate sobre as comunicações na estrutura do Estado brasileiro, retomando uma prática de diálogo aberto e transparente com todos os setores</p>



<p class="wp-block-paragraph">interessados. Só assim será possível encaminhar medidas na perspectiva de enfrentar essa pauta mínima e avançar no rumo de uma comunicação mais democrática para um país mais democrático.</p>



<ol class="wp-block-list" type="1">
<li>Agência de Notícias de Direitos Animais</li>



<li>AMARC Brasil &#8211; Associação Mundial de Rádios Comunitárias</li>



<li>Amazoom &#8211; Observatório Cultural da Amazônia e do Caribe</li>



<li>ANDI &#8211; Comunicação e Direitos</li>



<li>Aqualtune Lab &#8211; Cruzando o Atlântico</li>



<li>Associação ARTIGO 19 Brasil</li>



<li>Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPÚBLICA)</li>



<li>Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo</li>



<li>Associação Brasileira de Imprensa (ABI)</li>



<li>Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (ABRAPCORP)</li>



<li>Associação Brasileira de Pesquisadores e Comunicadores em Comunicação Popular, Comunitária e Cidadã (ABPCom)</li>



<li>Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais de Educomunicação (ABPEducom)</li>



<li>Associação Brasileira de Rádios Comunitárias &#8211; Abraço Brasil</li>



<li>Associação Data Privacy Brasil de Pesquisa</li>



<li>Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED)</li>



<li>Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG)</li>



<li>Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação (COMPÓS)</li>



<li>Cátedra Luiz Beltrão de Comunicação da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap)</li>



<li>Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé</li>



<li>Centro de Imprensa, Assessoria e Rádio &#8211; CRIAR Brasil</li>



<li>Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho &#8211; CPCT-ECA-USP</li>



<li>Centro de Pesquisa em Estudos Culturais e Transformações na Comunicação/UFBA</li>



<li>Centro Popular de Direitos Humanos (CPDH)</li>



<li>Ciranda de Comunicação Compartilhada</li>



<li>Coalizão Direitos na Rede</li>



<li>Coding Rights</li>



<li>Coletivo Digital</li>



<li>Coletivo Mulheres Negras Baobá</li>



<li>COMPOP &#8211; Conselho de Comunicação e Políticas Públicas da região&nbsp;&nbsp; metropolitana de Salvador</li>



<li>ComunicAtivistas &#8211; Coletivo de Ativistas da Comunicação</li>



<li>CONTEE &#8211; Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino</li>



<li>Cooperativa Comunicacional Sul / SC</li>



<li>CTB &#8211; Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil</li>



<li>CUT &#8211; Central Única dos trabalhadores</li>



<li>DIRACOM &#8211; Direito à Comunicação e Democracia</li>



<li>ECOS &#8211; Equipe de Comunicação Sindical</li>



<li>EMERGE-UFF &#8211; Centro de Pesquisas e Produção em Comunicação e Emergência, Universidade Federal Fluminense (UFF)</li>



<li>EsTreMa (Estudos em Tradição e Memória) &#8211; UFMA</li>



<li>FENAJ &#8211; Federação Nacional dos Jornalistas</li>



<li>Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação &#8211; FNDC</li>



<li>Grupo de Pesquisa Economia Política da Comunicação da PUC-Rio/CNPq</li>



<li>Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia da Informação e da Comunicação PEIC-ECO-UFRJ/CNPq</li>



<li>Instituto Bem Estar Brasil (IBEBrasil)</li>



<li>Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)</li>



<li>Instituto Educadigital</li>



<li>Instituto de Referência em Internet e Sociedade (IRIS)</li>



<li>Instituto NUPEF</li>



<li>Instituto Vero</li>



<li>Intercom &#8211; Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação</li>



<li>INTERCOM &#8211; Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação</li>



<li>Intervozes &#8211; Coletivo Brasil de Comunicação Social</li>



<li>Jornalismo, Direito e Liberdade &#8211; grupo de pesquisa ECA-USP</li>



<li>Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública (LEMEP) &#8211; UERJ</li>



<li>Laboratório de Políticas de Comunicação &#8211; Universidade de Brasília</li>



<li>Laboratório de Políticas Públicas e Internet (LAPIN)</li>



<li>Levante Popular da Juventude</li>



<li>Movimento Brasil Popular</li>



<li>Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)</li>



<li>Núcleo de Comunicação e Educação da USP (NCE)</li>



<li>Núcleo de Jornalismo e Audiovisual (NJA) &#8211; Universidade Federal de Juiz de Fora</li>



<li>Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Política &#8211; Nucomp/Unifesspa</li>



<li>NUJOC-Núcleo de Pesquisa em Jornalismo e Comunicação-PPGCOM-UFPI</li>



<li>Observatório da Mídia: direitos humanos, políticas, sistemas e transparência</li>



<li>Observatório da Ética Jornalística (objETHOS-UFSC)</li>



<li>Observatório jornalismo(S) (UFOP)</li>



<li>Open Knowledge Brasil</li>



<li>Outras Palavras</li>



<li>Oxfam Brasil</li>



<li>Pimentalab (Laboratório de Tecnologia, Política e Conhecimento da Unifesp).</li>



<li>Portal Desacato / SC</li>



<li>Projeto de Extensão Janela Audiovisual (UFES)</li>



<li>Recria (Rede de Pesquisa em Comunicação, Infâncias e Adolescências)</li>



<li>Rede Brasileira de Jornalistas e Comunicadoras com Visão de Gênero e Raça</li>



<li>Rede Latinoamericana de Estudos em Vigilância, Tecnologia e Sociedade &#8211; Lavits</li>



<li>Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD Brasil)</li>



<li>Rede Nacional de Observatórios da Imprensa (RENOI)</li>



<li>Repórteres sem Fronteiras (RSF)</li>



<li>Revista Diálogos do Sul</li>



<li>Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP)</li>



<li>SINDPD-PE &#8211; Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras de TI de Pernambuco</li>



<li>Sintaema &#8211; Sindicato dos trabalhadores em água, esgoto e meio ambiente do estado de São Paulo</li>



<li>SINTEPE &#8211; Sindicato do Trabalhador e da Trabalhadora em Educação de Pernambuco</li>



<li>SOCICOM &#8211; Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação</li>



<li>SOS Imprensa</li>



<li>ULEPICC-BRASIl &#8211; Capítulo Brasil da União Latina de Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura</li>



<li>União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)</li>



<li>União Nacional dos Estudantes (UNE)</li>



<li>União da Juventude Socialista (UJS)</li>



<li>União Da Juventude Socialista &#8211; Piauí</li>
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		<p>O post <a href="https://criarbrasil.org.br/entidades-assinam-carta-sobre-medidas-para-o-campo-da-comunicacao/3784/">Entidades assinam carta sobre medidas para o campo da comunicação</a> apareceu primeiro em <a href="https://criarbrasil.org.br">Criar Brasil</a>.</p>
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		<title>Sobre o ódio. Você autoriza?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anna Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2022 15:26:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[direito à comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[discurso de ódio]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de expressão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A política de Jair Bolsonaro tem sido pautada pelo estímulo à violência, à posse de armas, à intolerância.</p>
<p>O post <a href="https://criarbrasil.org.br/sobre-o-odio-voce-autoriza/3812/">Sobre o ódio. Você autoriza?</a> apareceu primeiro em <a href="https://criarbrasil.org.br">Criar Brasil</a>.</p>
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									<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Eu autorizo o discurso de ódio e a passagem da palavra ao ato”. Essa será a mensagem do voto em Jair Bolsonaro no domingo. Os tiros e as granadas lançadas por Roberto Jefferson em direção aos policiais federais revelaram, de forma clara, as consequências de uma lógica de intolerância e força bruta que se instalou no Brasil desde o início do mandato do atual presidente da República. Como a Organização das Nações Unidas tem alertado, a violência se inicia nos discursos e se concretiza em ações que ameaçam a dignidade humana, que destroem vidas.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">O ódio não é novidade na nossa sociedade. Ele sempre teve capacidade mobilizadora e contou com permissividade para ocupar espaços. No rádio e na TV, os programas policiais que pregam a pena de morte sem julgamento ou condenação fazem, infelizmente, parte da nossa tradição e têm audiência cativa. As emissoras dependem de concessão pública, mas seguem impunes reverberando a intolerância sem preocupação alguma com a função social que constitucionalmente deveriam desempenhar. No Brasil, segundo dados do IBGE, 95,5% dos domicílios têm aparelhos de televisão, que tem papel privilegiado de levar informação gratuita a locais onde a internet não chega ou é cara e irregular. Em tempos de convergência digital, o que é veiculado na TV ou no rádio, não tem sua força restrita à grade de programação, reverbera nas redes sociais e ganha vida própria.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Esses programas, em que o ataque aos direitos humanos é regra, são privilegiados pelo presidente Bolsonaro desde a construção da campanha ao palácio do Planalto. E não é à toa. Simbólico dessa conexão é o “Alerta Nacional”, comandado por Sikêra Júnior. Em menos de dois anos, Bolsonaro deu sete entrevistas exclusivas ao apresentador. Privilégio concedido a um ambiente seguro para o mandatário que não tolera questionamentos ou pautas inconvenientes. Até o início deste ano, o programa tinha como exemplo mais forte do chamado “populismo penal midiático” &#8211; que se caracteriza pelo julgamento e condenação realizados pelos meios de comunicação – o quadro “CPF cancelado”. A cada suspeito morto pela polícia se segue o desfile com direito à coreografia com o cartão do Cadastro de Pessoa Física carimbado com a palavra “cancelado”, referência à gíria utilizada pelas milícias no Rio de Janeiro para identificar opositores eliminados. O presidente da República e seus filhos já posaram com o cartão utilizado para comemorar a morte.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Recentemente, na onda de ódio que se espalhou pelo país, o quadro pareceu pouco. Diante de um presidente que já falou em metralhar a petralhada; só não estuprar uma parlamentar porque ela não merecia; afirmou que tinha vontade de “encher de porrada” jornalistas, e considerou que a ditadura militar errou por não ter matado mais, parte da sociedade se viu estimulada a subir o tom, aprofundar a violência discursiva. Temos visto isso nas ruas, nas redes sociais, e também nos meios de comunicação. Neste clima, Sikêra Júnior inaugurou um novo quadro: “O pote do demo”, em que agora empilha pequenos bonecos de plástico que representam corpos de pessoas mortas pelas forças policiais. Se houver uma chacina, mais festa é feita no estúdio ao encher o pote. Não há limite para a barbárie.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">É com o discurso oficial do ódio, a naturalização e a amplificação dele nas mídias tradicionais e nas redes sociais que o país tem visto aumentar agressões e assassinatos contra determinados grupos. A violência política cresceu 335% em 2022 no Brasil, segundo estudo da UNIRIO. Os assassinatos em conflitos no campo registraram em 2021 aumento de 75%, segundo relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Na população LGBTQIA+, o país passou a ocupar, em 2021, o primeiro lugar em homicídios, um a cada 29 horas. No mesmo ano, os casos de racismo tiveram alta de 31%. Também em 2021, a violência contra jornalistas bateu recorde: 430 registros, segundo a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).</span></p><p><span style="font-weight: 400;">A política de Jair Bolsonaro tem sido pautada pelo estímulo à violência, à posse de armas, à intolerância. A reeleição do candidato do PL significaria o aval ao seu discurso e prática. Representaria também estimular que o ódio siga atravessando nossas vidas, como uma forma perversa de comunicação e relação social que tem minado nossa saúde e afetado profundamente a democracia brasileira. Ao votar em Bolsonaro no próximo domingo, seus eleitores estarão ratificando seu apoio não só ao discurso de ódio, como às suas consequências. Talvez muitos não se percebam como possíveis vítimas dessa decisão, mas vale lembrar que quando a incivilidade é permitida e estimulada, ninguém está a salvo.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Por Rosangela Fernandes, Coordenadora Criar Brasil/Pesquisadora PEIC/UFRJ</span></p>								</div>
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		<title>Seminário: Contra o ódio e a desinformação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anna Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Sep 2022 18:57:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[desinformação]]></category>
		<category><![CDATA[direito à comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[discurso de ódio]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de expressão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 13 de setembro, o Criar realizou, no auditório do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, um dia inteiro de formação voltada para a sociedade civil, com foco no combate à desinformação e ao discurso de ódio. Com participação de membros de diferentes organizações, o evento foi dividido em três momentos: o primeiro foi a mesa “Raízes e consequências da desinformação e do ódio: o papel da sociedade civil organizada”, na qual Fabiana Pinto, coordenadora de Incidência e Pesquisa do Instituto Marielle Franco, e Leila Linhares Barsted, coordenadora executiva da CEPIA, com um recorde de gênero e raça, discutiram o cenário político brasileiro e compartilharam estratégias usadas em suas organizações. </p>
<p>A segunda etapa foi a apresentação da jornalista Tai Nalon, que mostrou como os esquemas de desinformação se estruturam e debateu casos concretos trazidos pelos participantes. A última atividade do dia foi uma oficina que instruiu os participantes a produzirem, com ferramenta digital gratuita, materiais de comunicação para rebater notícias falsas.  </p>
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									<p class="p1">No dia 13 de setembro, o Criar realizou, no auditório do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, um dia inteiro de formação voltada para a sociedade civil, com foco no combate à desinformação e ao discurso de ódio. Com participação de membros de diferentes organizações, o evento foi dividido em três momentos: o primeiro foi a mesa “Raízes e consequências da desinformação e do ódio: o papel da sociedade civil organizada”, na qual Fabiana Pinto, coordenadora de Incidência e Pesquisa do Instituto Marielle Franco, e Leila Linhares Barsted, coordenadora executiva da CEPIA, com um recorde de gênero e raça, discutiram o cenário político brasileiro e compartilharam estratégias usadas em suas organizações. </p><p class="p1"> </p><p class="p1">A segunda etapa foi a apresentação da jornalista Tai Nalon, que mostrou como os esquemas de desinformação se estruturam e debateu casos concretos trazidos pelos participantes. A última atividade do dia foi uma oficina que instruiu os participantes a produzirem, com ferramenta digital gratuita, materiais de comunicação para rebater notícias falsas.  </p><p class="p1"> </p><p class="p1">Confira algumas fotos do seminário:</p><div style="text-align: justify;"> </div>								</div>
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