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	<title>Arquivos Artigos - Criar Brasil</title>
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	<title>Arquivos Artigos - Criar Brasil</title>
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		<title>Condenados. E agora? Direitos humanos para golpistas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Criar Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 18:20:19 +0000</pubDate>
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<p>“Preso não tem que ter direito, tem que ter direito nenhum. Não é cidadão mais”. A afirmação, em tom de indignação, foi feita em um programa de entrevista em 2017, o&nbsp;<em>Canal Livre</em>, na&nbsp;<em>Band</em>. O autor do discurso radicalizado foi Jair Messias Bolsonaro, na época deputado federal pelo PSC-RJ. Não se tratou de um deslize que pudesse causar arrependimento. Meses antes, no&nbsp;<em>Programa do Ratinho</em>, no SBT, o político havia afirmado que: “o preso tem que saber que engaiolado,&nbsp;o direito dele é não ter direito”.</p>



<p>Agora, ao ser condenado&nbsp;a 27 anos e três meses de prisão, as falas do ex-presidente reverberam. No decorrer de sua longa carreira política (foram dois anos como vereador no Rio de Janeiro, 27 anos como deputado federal e quatro como presidente da República) Jair Bolsonaro fez do choque causado pelas suas declarações estratégia de garantia de espaço na mídia, de conquista de seguidores e de votos. O discurso de ódio proferido por ele foi normalizado de forma conivente pelos meios de comunicação tradicionais, se amplificou na internet e se tornou oficial durante seu mandato na presidência. &nbsp;</p>



<p>A amplitude dos alvos de falas intolerantes de Bolsonaro é imensa, mas, neste momento histórico, vale revisitar suas declarações sobre um aspecto específico: os ataques aos direitos humanos, com foco nas políticas de segurança e carcerária. A análise das falas do político em programas de entretenimento e entrevistas na televisão ao longo de 21 anos (1997-2018), percurso percorrido rumo à presidência da República, revela estratégia de desumanização dos acusados de crimes e defesa radicalizada de punitivismo que, se houvesse sido adotado pela legislação brasileira, renderia a Jair Bolsonaro&nbsp;condenado&nbsp;experiências dolorosas.</p>



<p>Ao se referir à população carcerária, o então deputado federal reservava qualificações como “vagabundos”, “marginais”, “elementos”. Mais do que isso, preconizava, como no programa&nbsp;<em>Mariana Godoy Entrevista</em>, da&nbsp;<em>Rede&nbsp;</em><em>TV!</em>,&nbsp;em 2017: “temos que deixar de dar tratamento humano pra quem não é ser humano”. O político apelava à estigmatização, sugerindo a violência e a eliminação como políticas a serem assumidas pelo Estado para lidar com os suspeitos e condenados. Jair Bolsonaro não utilizou meias-palavras para defender a tortura como método a ser aplicado por agentes de segurança. Em 1999, no&nbsp;programa&nbsp;<em>Câmera Aberta</em>, da Band, afirmava: “pau de arara funciona. Eu sou favorável à tortura,&nbsp;tu sabe&nbsp;disso, e o povo é favorável a isso também”. Em outras oportunidades, como no programa&nbsp;<em>Chega Mais</em>, no&nbsp;<em>SBT</em>, em 2015, reafirmou seu posicionamento: “a diferença entre tratamento enérgico e tortura é muito pequena, então acho que a tortura&nbsp;enquadra-se&nbsp;plenamente aqui na questão do tratamento enérgico”. Sua idolatria pela prática culminou na homenagem ao chefe do&nbsp;DOI-Codi, Centro de repressão da ditadura militar, Carlos Alberto Brilhante Ustra, durante a votação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, uma de suas vítimas.</p>



<p>A condenação como&nbsp;líder da&nbsp;organização criminosa e por outros&nbsp;cinco crimesocorreu&nbsp;após&nbsp;um processo de mais de&nbsp;quase 600&nbsp;dias.&nbsp;No decorrer desse período, não houve denúncia de que tenha sido aplicada a receita do político de “tratamento enérgico” ou&nbsp;uso de tortura para facilitar as investigações.</p>



<p>A&nbsp;pena de prisão&nbsp;para Jair Bolsonaro&nbsp;e seus cúmplices&nbsp;está definida.&nbsp;A depender do que sempre defendeu&nbsp;inspirado nas práticas de seu ídolo Ustra,&nbsp;a reclusão seria&nbsp;um período de trabalho escravo&nbsp;e tortura&nbsp;para&nbsp;todos&nbsp;os que organizaram a tentativa de golpe, inclusive os generais. Em 2015, no programa&nbsp;<em>SuperPop</em>, da&nbsp;<em>Rede TV!</em><em>&nbsp;</em><em>,</em>o&nbsp;políticolamentava que no Brasil não houvesse penas mais duras: “você não pode botar uma bola de ferro num vagabundo desse na corrente, né? E botar pra trabalhar,&nbsp;pra carpir, pra fazer seja lá o que for, coisas que você faz nos Estados Unidos”. Em diversas entrevistas, também inspirado pelos Estados Unidos,&nbsp;se declarou a favor da pena de morte, como no&nbsp;<em>Programa do Ratinho</em>, em 2014: “sim, até para diminuir a população carcerária. Uma grande parte desses marginais não tem recuperação”. Em suas declarações, abordava o tema alternando tom de indignação e humor. No&nbsp;<em>Programa do Jô</em>, em 2007,&nbsp;na&nbsp;<em>Globo</em>,&nbsp;arrancou risadas da plateia ao argumentar pela pena de morte: “eu nunca vi um condenado voltar a executar alguém”. E&nbsp;respondeu às gargalhadas&nbsp;ao ser questionado pelo apresentador sobre quem&nbsp;assumiria&nbsp;o papel de carrasco: “posso ser! De graça, de graça!”.</p>



<p>O debate&nbsp;agora diz respeito ao local onde os integrantes do chamado “núcleo crucial” ficarão&nbsp;presos.&nbsp;Com exceção do tenente-coronel Mauro Cid, que teve o benefício de regime aberto em função do acordo de delação premiada, os quatro condenados&nbsp;que fizeram carreira militar poderiam cumprir pena em unidades&nbsp;das Forças Armadas.&nbsp;No entanto, a expectativa é de que a detenção&nbsp;de Jair Bolsonaro, líder da organização criminosa,&nbsp;ocorra numa cela especial da&nbsp;Superintendência da PolíciaFederal ou do Centro Penitenciário da Papuda.&nbsp;Certamente,&nbsp;todos&nbsp;terão tratamento bem diferente daquele que o ex-presidente sempre apoiou, como em sua participação no Programa do Ratinho, em 2014:&nbsp;“lá é local do cara&nbsp;<em>pagar seus pecados</em>&nbsp;e não para viver no&nbsp;<em>spa</em>&nbsp;e vida boa”.</p>



<p>Não saberemos como Jair Bolsonaro e os que atuaram&nbsp;para impor ao país umgolpe de Estado, fracassado não por&nbsp;falta de convicção, mas por incompetência,&nbsp;<em>pagarão seus pecados</em>. Mas deveriam estar aliviados por não estarem sujeitos a serem submetidos à desumanização&nbsp;preconizada&nbsp;ao longo da vida pelo líder da extrema direita. Serão justamente as políticas de direitos humanos, tão atacadas pelos conservadores e classificada por Bolsonaro como “lixo” e “malditas” que os livrarão da tortura e da pena de morte.</p>



<p>Rosangela Fernandes, Coordenadora da ONG CRIAR Brasil e doutora em comunicação pela ECO /UFRJ.</p>
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		<title>Artigo novo publicado? O CRIAR Brasil tem!</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jul 2024 15:29:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Revista Brasileira de Cultura e Políticas de Direitos Humanos publicou, agora em julho, sua primeira edição de 2024: “Medo e a crueldade como dispositivos (necro)políticos da contemporaneidade”. Entre os artigos, está um que é fruto da pesquisa do CRIAR Brasil sobre discurso de ódio na mídia. Rosangela Fernandes e João Paulo Malerba assinam o texto “Convergência midiática e de [&#8230;]</p>
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<p>A Revista Brasileira de Cultura e Políticas de Direitos Humanos publicou, agora em julho, sua primeira edição de 2024: “Medo e a crueldade como dispositivos (necro)políticos da contemporaneidade”.</p>



<p>Entre os artigos, está um que é fruto da pesquisa do CRIAR Brasil sobre discurso de ódio na mídia. Rosangela Fernandes e João Paulo Malerba assinam o texto “Convergência midiática e de pautas conservadoras no Brasil: A conexão do discurso de Jair Bolsonaro com o ‘Alerta Nacional’ de Sikêra Júnior”.</p>



<p>A revista, do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da UFRJ, conta com várias outras abordagens interessantes, frutos de pesquisas acadêmicas. </p>



<p>Leia a pesquisa completa<a href="https://revistas.ufrj.br/index.php/metaxy/index"> aqui.</a></p>



<p></p>
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		<title>Artigo: “Democracia Silenciada: violações contra comunicadores/as comunitários/as nas eleições 2018-2022</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Criar Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jun 2024 15:17:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Democracia Silenciada: violações contra comunicadores/as comunitários/as nas eleições 2018-2022” é o novo artigo publicado pela Revista Eptic. O artigo apresenta os resultados da pesquisa realizada no âmbito do projeto “Proteger jornalistas é proteger a democracia”, desenvolvido pelo CRIAR Brasil com apoio da Fundação Ford. O texto discorre sobre as violações ao direito à comunicação durante as últimas três eleições e [&#8230;]</p>
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<p>“Democracia Silenciada: violações contra comunicadores/as comunitários/as nas eleições 2018-2022” é o novo artigo publicado pela Revista Eptic.</p>



<p>O artigo apresenta os resultados da pesquisa realizada no âmbito do projeto “Proteger jornalistas é proteger a democracia”, desenvolvido pelo CRIAR Brasil com apoio da Fundação Ford. O texto discorre sobre as violações ao direito à comunicação durante as últimas três eleições e abrange as cinco regiões do Brasil, focando nas dificuldades que comunicadores/as comunitários/as enfrentam na cobertura de notícias.</p>



<p>Nossa equipe contou com o apoio precioso de comunicadores e comunicadoras que relataram as pressões sofridas no ambiente virtual e real, o que nos ajuda a compreender as ameaças ao processo democrático. A cada um/a deles/as nosso muito obrigado!</p>



<p>O texto é do jornalista, professor da UFJF e parceiro do CRIAR Brasil, João Paulo Malerba, e da coordenadora do CRIAR, Rosangela Fernandes, e resultado do trabalho de toda nossa equipe, articulando a rede de comunicadores parceira do CRIAR Brasil.</p>



<p>A Revista Eptic é um periódico científico de alcance internacional editado pelo Observatório de Economia e Comunicação (Obscom) da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Um espaço bacana para estimular o pensamento crítico.</p>



<p>Acesse aqui: <a href="https://periodicos.ufs.br/eptic">https://periodicos.ufs.br/eptic</a></p>
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		<title>Artigo: Mídia e Extrema Direita, um alerta para as eleições que se aproximam</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Apr 2024 15:14:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Muito se fala sobre a necessidade de regular as mídias sociais para interromper o avanço do discurso de ódio. Mas o ano de eleições municipais acende um alerta: o uso das redes de televisão e rádio que, Brasil afora, rendem votos para políticos conservadores. As conexões comerciais, religiosas e políticas, pouco percebidas porque acontecem com apoio de grupos de comunicação [&#8230;]</p>
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<p>Muito se fala sobre a necessidade de regular as mídias sociais para interromper o avanço do discurso de ódio. Mas o ano de eleições municipais acende um alerta: o uso das redes de televisão e rádio que, Brasil afora, rendem votos para políticos conservadores. As conexões comerciais, religiosas e políticas, pouco percebidas porque acontecem com apoio de grupos de comunicação no interior do país, têm força e poder. Esse é o tema do artigo publicado na Carta Capital.</p>



<p>Adhemar Mineiro, da Associação Brasileira de Economistas pela Democracia, e as jornalistas Isabelle Gomes e Rosangela Fernandes, do CRIAR Brasil, apresentam no artigo resultado da pesquisa realizada pelo projeto “Palavras matam como balas. Palavras preservam a vida”, com apoio da Ford Foundation. </p>



<p>Acesse aqui: <a href="https://www.cartacapital.com.br/artigo/midia-e-extrema-direita-um-alerta-para-as-eleicoes-que-se-aproximam/">https://www.cartacapital.com.br/artigo/midia-e-extrema-direita-um-alerta-para-as-eleicoes-que-se-aproximam/</a></p>
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		<title>Artigo: &#8220;Tem uma hora que você tem que puxar o gatilho!&#8221;: discurso de ódio, apologia e incitação ao crime na TV no pós-eleições 2022</title>
		<link>https://criarbrasil.org.br/artigo-tem-uma-hora-que-voce-tem-que-puxar-o-gatilho-discurso-de-odio-apologia-e-incitacao-ao-crime-na-tv-no-pos-eleicoes-2022/5045/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=artigo-tem-uma-hora-que-voce-tem-que-puxar-o-gatilho-discurso-de-odio-apologia-e-incitacao-ao-crime-na-tv-no-pos-eleicoes-2022</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Jan 2024 01:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A escalada golpista foi não só transmitida na TV, mas também estimulada por algumas emissoras. Esse é o ponto central do artigo publicado na Revista Mídia e Cotidiano. O texto “Tem uma hora que você tem que puxar o gatilho!”: discurso de ódio, apologia e incitação ao crime na TV no pós-eleições 2022”, de autoria de Rosangela Fernandes, coordenadora do [&#8230;]</p>
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<p>A escalada golpista foi não só transmitida na TV, mas também estimulada por algumas emissoras. Esse é o ponto central do artigo publicado na Revista Mídia e Cotidiano. O texto “Tem uma hora que você tem que puxar o gatilho!”: discurso de ódio, apologia e incitação ao crime na TV no pós-eleições 2022”, de autoria de Rosangela Fernandes, coordenadora do CRIAR Brasil, e João Paulo Malerba, colaborador da instituição e professor da UFJF, faz parte do dossiê “Autoritarismo e mobilização online: Polarização, Radicalização, Normalização”.</p>



<p>A disseminação do discurso de ódio além das mídias sociais, ocupando a mídia tradicional, é tema de projeto desenvolvido pelo CRIAR.</p>



<p>A edição traz também artigos que ajudam a refletir sobre diferentes aspectos da crise democrática vivida nos últimos anos. A Revista é uma publicação do Programa de Pós-Graduação Mídia e Cotidiano, da UFF. </p>



<p>Acesse aqui: <a href="https://periodicos.uff.br/midiaecotidiano/article/view/59929">https://periodicos.uff.br/midiaecotidiano/article/view/59929</a></p>
<p>O post <a href="https://criarbrasil.org.br/artigo-tem-uma-hora-que-voce-tem-que-puxar-o-gatilho-discurso-de-odio-apologia-e-incitacao-ao-crime-na-tv-no-pos-eleicoes-2022/5045/">Artigo: &#8220;Tem uma hora que você tem que puxar o gatilho!&#8221;: discurso de ódio, apologia e incitação ao crime na TV no pós-eleições 2022</a> apareceu primeiro em <a href="https://criarbrasil.org.br">Criar Brasil</a>.</p>
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		<title>O alívio de 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Criar Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:27:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dores são traiçoeiras. Num belo dia, surge uma de repente e, do nada, ocupa o centro das atenções. Uma pontada e pronto. A mobilidade comprometida, os compromissos adiados, a paciência abalada. Mas quando o pior passa, em alguns casos tão sorrateiramente quanto se inicia e em outros à custa de longos tratamentos, não demoramos para esquecer o quanto elas nos [&#8230;]</p>
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<p>Dores são traiçoeiras. Num belo dia, surge uma de repente e, do nada, ocupa o centro das atenções. Uma pontada e pronto. A mobilidade comprometida, os compromissos adiados, a paciência abalada. Mas quando o pior passa, em alguns casos tão sorrateiramente quanto se inicia e em outros à custa de longos tratamentos, não demoramos para esquecer o quanto elas nos mobilizaram enquanto estavam presentes. O alívio nos leva ao conforto do não-lembrar. É assim também com a centralidade das presenças incômodas da vida.</p>



<p>Passamos quatro anos lidando diariamente com a intolerância oficial gritando em discursos, reverberando em manchetes na imprensa, postagens nas redes sociais. Uma rotina que causava reações diversas: de apenas uma sensação de desagrado a uma profunda indignação que estragava o dia. Quando nas urnas, em outubro de 2022, a maioria da população disse “basta!” ao ódio como política hegemônica, não abrimos as portas do paraíso, mas nos livramos de um inferno diário que intoxicava, comprometia a saúde mental e o convívio social.</p>



<p>Como seguir ileso ao ouvir absurdos diários proferidos pelo então presidente Jair Bolsonaro, como a ameaça dirigida a um jornalista de “encher a tua boca de porrada”; a referência à tortura na ditadura civil-militar como “cascata”; a classificação de “criminoso”, “otário”, “canalha&#8221; e até “filho da puta” a ministros do Supremo Tribunal Federal; a afirmação de que “pintou um clima” com meninas de 14, 15 anos; o desprezo pelas vidas perdidas na frase “não sou coveiro”?</p>



<p>O ano de 2023 não foi o que marcou a eliminação do discurso de ódio como um dos principais problemas no Brasil, mas foi certamente o que o deslocou para fora do palanque presidencial. Não que nos discursos do presidente Lula não tenham também escapado expressões agressivas, como quando classificou de “animais selvagens” as pessoas que hostilizaram o ministro Alexandre de Moraes na Itália em julho. Mas é inegável que essas foram exceções à regra e que não há como apresentar falsa equivalência com Bolsonaro, como muitas vezes se insiste em fazer.</p>



<p>Um dos muitos dados que embasam a argumentação de que vivemos novos – e melhores tempos – diz respeito ao tratamento dispensado aos jornalistas. Somente em 2022, segundo levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Jair Bolsonaro foi o principal agressor da imprensa, sendo responsável por 104 episódios que incluem descredibilização e agressão direta a esses profissionais. Antes mesmo de tomar posse, em novembro do ano passado, o presidente Lula afirmou às equipes de jornalismo que elas “não vão ser violentadas verbalmente por um presidente da República”. A promessa foi cumprida e o primeiro ano do mandato foi marcado pelo respeito e retorno às entrevistas coletivas, não só para os veículos tradicionais brasileiros e para a imprensa internacional, mas também para a mídia alternativa. Ou seja, a volta de um convívio democrático.</p>



<p>A mudança não diz respeito apenas ao presidente. As falas das autoridades federais em 2023 deixaram de ser, como rotina, marcadas pela intolerância e pelo desrespeito. Ainda que tenham ocorrido, no governo atual, episódios isolados como o do ministro Fernando Haddad, que se irritou com jornalistas durante uma entrevista coletiva. Como regra, se percebe um efeito em cadeia que, ainda que lentamente, muda a normalidade e a prática diária da população. Isso não é pouco</p>



<p>A experiência mostra que a violência na sociedade é muitas vezes estimulada por palavras, o que foi traduzido com precisão pelo Conselheiro Especial para a Prevenção do <em>Genocídio</em> da Organização das Nações Unidas, Adama Dieng: “temos de lembrar que crimes de ódio são precedidos por discurso de ódio”, alertou em 2019. Não por acaso vivemos no Brasil durante os anos do governo Bolsonaro o aumento dos crimes contra as minorias, dos feminicídios, dos assassinatos da população LGBTQIAPN+, dos ataques às religiões de matrizes africanas, dos casos de racismo. O estímulo oficial tem sua responsabilidade neste quadro dramático.</p>



<p>Parlamentares, na maioria bolsonaristas, seguem buscando impacto e viralização através da agressividade e dos ataques aos opositores e às minorias. No entanto, sem o respaldo presidencial, o espaço para os absurdos se limita e as portas do inferno vão tendo suas aberturas reduzidas.</p>



<p>Não, ainda não estamos caminhando para o paraíso. A extrema direita segue firme e encontrando eco entre os seguidores. Combater o discurso de ódio e a desinformação, como apontou o presidente Lula no seu discurso de Natal, segue sendo um desafio prioritário. O professor Michel Gherman, da UFRJ, tem ressaltado que o bolsonarismo promoveu uma espécie de “alfabetização da extrema direita”. O desafio agora é, como ele aponta, “avançar em direção a uma alfabetização antifascista e pró-democrática”.</p>



<p>Na despedida de 2023, merecemos comemorar este ano em que o ódio desceu do púlpito presidencial. Devemos aproveitar a sensação de não ter mais a dor latente nos incomodando diariamente, mas não podemos esquecer que o alívio não é cura. E que, depois do brinde a 2024, é indispensável voltar a tratar da doença, para que ela não nos atinja novamente de forma avassaladora como no passado.</p>



<p><br>Rosangela Fernandes, coordenadora do CRIAR Brasil e doutoranda ECO/UFRJ</p>
<p>O post <a href="https://criarbrasil.org.br/o-alivio-de-2023/4366/">O alívio de 2023</a> apareceu primeiro em <a href="https://criarbrasil.org.br">Criar Brasil</a>.</p>
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		<title>A invisível violência contra comunicadores populares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Criar Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jun 2023 15:05:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Brasil está entre os países mais perigosos para o exercício do jornalismo, segundo International News Safety Institute.</p>
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									<p><span style="font-weight: 400;">Pagou caro o ex-presidente Jair Bolsonaro por agredir verbal e publicamente, em fevereiro de 2020, a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de São Paulo. Em julho de 2022, o Tribunal de Justiça de </span><a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/cidade/sao-paulo/"><b>São Paulo</b></a><span style="font-weight: 400;"> manteve a sua condenação na primeira instância e aumentou de R$ 20 mil para R$ 35 mil a indenização que o expoente da extrema-direita no Brasil deve à repórter. </span></p><p><span style="font-weight: 400;">O quadro geral, entretanto, é diferente para os/as demais jornalistas no Brasil, que quase nunca vencem suas demandas judiciais. Segundo o Relatório da Violência Contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2022, elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), naquele ano aconteceram 376 agressões a jornalistas e empresas de comunicação no Brasil.</span></p><p><b><i>&#8221; </i></b><b><i>Comparado a 2021, este número representa aumento de quase 70% de agressões.</i></b><b><i>&#8220;</i></b></p><p><span style="font-weight: 400;">O índice que coloca o Brasil entre os países mais perigosos do planeta para o exercício do jornalismo, de acordo com o International News Safety Institute (INSI), dos EUA.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Porém, de Norte a Sul do país a situação é ainda pior quando são contabilizados/as comunicadores/as populares &#8211; aqueles/as que atuam produzindo informação em veículos de comunicação de baixo alcance e voltados para a sociedade local. Eles e elas têm de enfrentar desde criminosos a autoridades contrariadas pela publicação de informações muitas vezes incômodas a quem exerce o poder localmente.<br /></span></p><p><span style="font-weight: 400;">Tome-se o exemplo daqueles/as que trabalham em favelas localizadas na cidade do Rio de Janeiro e em comunidades variadas no interior do Estado, reconhecido como um dos mais violentos do Brasil.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Segundo relatório publicado em dezembro de 2022 pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), e elaborado em julho do ano passado após visita de dois dias a três das maiores favelas do município, &#8220;a existência de poderes paralelos ao Estado e a presença cotidiana do policiamento ostensivo, e a consequente violência policial, comunicadoras/es populares estão inseridos em cenário polarizado e profundamente agressivo&#8221;.<br /></span></p><p><span style="font-weight: 400;">Há ainda outra questão: &#8220;a presença de grandes conglomerados de mídia no Estado é constantemente contraposto por estas/es comunicadoras/es, que questionam a forma como se comunicam assuntos relacionados à segurança pública, à desigualdade e às favelas e populações vulnerabilizadas na região: observa-se que a cobertura jornalística reafirma estereótipos, pré-conceitos e impõe pré-julgamentos sobre as favelas e seus moradores. O monopólio da comunicação no estado é caracterizado pela apropriação midiática da família Marinho&#8221;. </span></p><p>No outro extremo do país, a situação é pior &#8211; e ainda mais invisibilizada, como identificou em meados de 2022 a organização Artigo 19: &#8220;nas três últimas edições do Relatório de Violações à Liberdade de Expressão, a Região Amazônica apresenta expressivos números de graves violações contra comunicadores e comunicadoras no País, em especial em cidades com menos de 100 mil habitantes. Ao todo, entre 2018 e 2021, foram contabilizadas, na região, 29 violências entre as elencadas como mais graves (em um total de 99)&#8221;.</p><p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a Artigo 19, nos nove estados que compõem a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão, que juntos correspondem a 59% do território brasileiro), as graves violações de direitos humanos contra comunicadores/as populares incluem ameaças de morte, tentativa de  homicídio e até assassinatos &#8211; como os dois que aconteceram Roraima e Pará (em 2018) e outro verificado em Roraima, em 2021, último ano do qual se tem estatísticas.</span></p><p><b>Em boa medida, este quadro difícil melhoraria muito se as mídias comunitárias não tivessem os limites atuais para captar recursos.<br /></b><span style="color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;"><br />No caso da radiodifusão comunitária, regulada pela Lei 9.612/98, as entidades estão proibidas de acessarem múltiplas formas de sustentabilidade &#8211; como publicidade, por exemplo -, estando restritas ao limitado apoio cultural.</span><b><br /></b></p><p><span style="font-weight: 400;">Assim, como observam integrantes do movimento de rádios comunitárias, com recursos econômicos os/as comunicadores/as populares teriam as mínimas condições materiais de produzirem mais jornalismo e, em caso de ameaças ou crimes piores, de contarem com estrutura jurídica e de apoio material que lhes permitissem enfrentar a situação com mais segurança.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Uma opção para a provisão de recursos constava do Projeto de Lei 2630, de 2020, também conhecido como &#8220;PL das fake news&#8221;. Entretanto, pela nova versão do PL que está sendo reescrita pelo relator Orlando Silva (PCdoB-SP) para facilitar a sua aprovação, não constará mais a obrigação de as mídias comunitárias serem remuneradas pelas grandes plataformas de informação (as big techs Google, Facebook etc) que faturam alto utilizando sem pagar nada pelos conteúdos produzidos pelas mídias locais.<br /></span></p><p><span style="font-weight: 400;">Um PL visto como alternativa pelo movimento nacional de comunicação democrática, o de número 2370/2019, da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), trata do direito autoral apenas de obras literárias, artísticas ou científicas, mas deixa de fora de seu escopo a produção jornalística.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">O cenário é de muita gravidade e não aponta para a melhora da situação de insegurança &#8211; seja no curto, no médio e ou no longo prazo &#8211; para as quase 5 mil rádios comunitárias que o Ministério das Comunicações estima funcionarem no Brasil. Apesar de prestarem valioso e inigualável serviço público, elas e as demais mídias comunitárias não recebem qualquer subvenção estatal e ainda têm sérios limites legais para levantar recursos financeiros. Ficando mais vulnerável ao aparelhamento político ou de igrejas locais, desvirtuando seu princípio comunitário.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Pior para seus trabalhadores/as: a sustentabilidade econômica, é o principal instrumento para lhes garantir alguma segurança, diante de um trabalho diário que muitas vezes denuncia as piores situações.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Por Adriana Maria, jornalista e coordenadora do C</span>RIAR<span style="font-weight: 400;"> Brasil, Carlos Tautz, jornalista e doutorando em História Contemporânea na UFF e Isabelle Gomes, mestra e jornalista do CRIAR Brasil.</span></p><h6><span style="color: #000000; font-family: arial, sans-serif; font-size: small;">Artigo publicado no site <a href="https://www.brasildefatorj.com.br/2023/06/27/artigo-a-invisivel-violencia-contra-comunicadores-populares">Brasil de Fato</a> | </span><span style="color: #000000; font-family: arial, sans-serif; font-size: small;">27 de Junho de 2023 às 17:25</span></h6>								</div>
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		<title>É preciso falar sobre a Ditadura Militar. E sobre a conivência da mídia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anna Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Apr 2023 15:00:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É preciso falar exaustivamente sobre esse período e tudo o que aconteceu sob a tutela do Estado brasileiro. Confira o novo artigo produzido pelas jornalistas Isabelle Gomes e Rosangela Fernandes.</p>
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									<p><span style="font-weight: 400;">Quase 60 anos depois do golpe de 1964, o Brasil necessita mais do que nunca falar sobre as mais de duas décadas do regime militar. Este ano, não haverá leitura da Ordem do Dia em 31 de março alusiva ao golpe, decisão anunciada pelo Ministério da Defesa do governo Lula, que quebra uma sequência de quatro anos ininterruptos em que o início da sangrenta ditadura militar era comemorado pelas Forças Armadas.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">O rompimento do ciclo de celebrações do golpe, enaltecido pelo governo de extrema direita que esteve no comando do país de 2019 a 2022, é um aceno fundamental para que revisitemos os 21 anos de ditadura. Não se trata de revolver o passado em tom revanchista, mas sim de um processo fundamental para que possamos sufocar o fascismo e garantir a democracia e todas as instituições que lhe dão suporte. E para isso é indispensável também refletir sobre a parte que cabe à mídia nesse processo de ataque à democracia. <br /> <br />Os últimos quatro anos, caracterizados por uma avalanche que varreu direitos duramente conquistados após a redemocratização, foram a culminância de um outro golpe, não militar, mas parlamentar, que encontrou terreno fértil e suporte em um país que não fez o resgate necessário da memória da ditadura, e abriu mão de investigar e punir os responsáveis pelas amplas e inúmeras violações cometidas no período. Um Brasil em que os golpes são apoiados pela imprensa sem pudor ou qualquer tipo de punição.<br /><br /></span></p><p><span style="font-weight: 400;">A Comissão da Verdade, instituída em 2012, tentou abrir essa clareira e avançou em vários pontos. Investigou, ouviu e contabilizou muito do que aconteceu durante os anos de chumbo. Pelo menos 434 pessoas morreram ou desapareceram durante a ditadura militar. Quase dois mil prisioneiros políticos disseram ter sido torturados entre 1964 e 1979, segundo o relatório “Brasil: Nunca Mais”. Pau-de-arara, choque elétrico, afogamento, cadeira do dragão, estupros, ameaças, espancamentos. Essa foi a rotina vivida por pessoas presas pelo fato de se oporem à ditadura e sem direito à defesa graças aos sucessivos Atos Institucionais que respaldaram o autoritarismo. Ninguém era poupado: grávidas e até crianças tiveram os direitos violados e foram vítimas de atos de violência.  Um passado recente e doloroso que não pode ser apagado. O governo Lula, em caminho oposto ao de seu antecessor, promoveu este ano a “Semana do Nunca Mais” e acena com a possibilidade de retomar a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos.<br /></span></p><p><span style="font-weight: 400;">É preciso falar exaustivamente sobre esse período e tudo o que aconteceu sob a tutela do Estado brasileiro. É necessário mostrar as atrocidades cometidas e as consequências delas nas vidas de milhares de famílias e na democracia brasileira. É fundamental analisar o papel da mídia e de outras instituições no período. O apoio prestado no passado por veículos de imprensa à ditadura não pode ser esquecido. A mesma mídia que normalizou o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff em 2016. Assim como não pode ser subestimado o atual espaço que a defesa do arbítrio e da tortura ainda encontram nas plataformas de redes sociais e também na mídia tradicional. A permissividade e conivência com tais atos, marcados pelo discurso de ódio, se constituem em estímulo à intolerância que se entranha na sociedade e segue causando vítimas. Quem busca notoriedade através do enaltecimento das práticas bárbaras de tortura não pode ficar impune. Assim como os veículos de comunicação que reverberam esses ataques à democracia também precisam ser responsabilizados.  <br /></span></p><p><span style="font-weight: 400;">Não celebrar o 31 de março é um passo inicial importante para reabrirmos os arquivos, juntar forças e fazer a avaliação necessária dos chamados “anos de chumbo”. E também uma sinalização para que a comunicação se faça de forma responsável, sem permissividade que vem se traduzindo em estímulo ao ódio. Trata-se de um esforço coletivo imprescindível. Sem ele, seguiremos vulneráveis à extrema direita, que se mantém organizada e à espreita, e colocamos em risco os pilares democráticos.<br /><br /></span></p><p>Por Isabelle Gomes, jornalista CRIAR Brasil e Rosangela Fernandes, Coordenadora CRIAR Brasil/Pesquisadora PEIC/UFRJ</p>								</div>
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		<title>Precisamos (ainda) encarar o debate sobre o papel das TVs e rádios na disseminação de fake news</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anna Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2023 17:55:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Você acha que notícias falsas se espalham apenas nas redes sociais?<br />
Nós consideramos que não. Pouco discutida, mas com alto potencial danoso, a disseminação de desinformação em rádios e TVs tem sido uma prática. É preciso encarar essa realidade que representa uma ameaça ao regime democrático. Esse é o alerta do artigo publicado na Carta Capital escrito conjuntamente pelo CRIAR Brasil e o PEIC/UFRJ.<br />
Você concorda? Ou não? Vem ler e debater com a gente!</p>
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									<p>Urgente, indispensável, vital. O risco das fake news para o regime democrático é praticamente um mantra diante dos estragos causados nos últimos anos. Estragos não só no sentido figurado, mas também nos ataques que presenciamos ao patrimônio público e à democracia.</p><p>Na posse em seu terceiro mandato como presidente, Lula deu destaque ao tema em seu discurso: “A desinformação mata e não queremos nunca mais passar por esse tormento. Faremos um trabalho permanente de combate às fake news e à desinformação”, disse. A declaração do presidente foi ecoada pelo ministro-chefe da Secom, Paulo Pimenta. Em sua cerimônia de nomeação, Pimenta ressaltou: “a boa informação é vital para a sociedade”.<br /><br />O combate à desinformação e ao discurso de ódio pelo novo governo será central na atuação da Secom, através da recém-criada Secretaria das Políticas Digitais. Trata-se de um passo fundamental para que o tema seja, de fato, enfrentado com a dedicação necessária.<br /><br />No mundo virtual, as notícias falsas, teorias conspiratórias e discursos intolerantes são destaques constantes entre os tópicos mais curtidos e compartilhados. Ainda que sem base na realidade, eles habitualmente mobilizam, chocam, emocionam e compete de forma desleal com as informações verdadeiras. Saem do virtual e se espalham pelas conversas reais na mesa do bar ou no encontro de família. O resultado é o borramento das fronteiras entre o falso e o verdadeiro com consequências profundas.<br /><br />Mas o alerta é: há vida além do Twitter, TikTok, Instagram, Facebook e outras redes. O debate da vida real e dos grupos de WhatsApp e Telegram são também pautados pelas mídias tradicionais, que podem ter tido sua influência abalada pelo avanço tecnológico, mas sobrevivem. Seguem tendo responsabilidade no caos de desinformação que só se agravou nos últimos anos.</p><p>Parece ultrapassado, para alguns até inconveniente, mas precisamos encarar o debate sobre a parte que cabe às emissoras de TV e de rádio, concessões públicas, na disseminação de fake news. Sim, elas também circulam neste ambiente.</p><p>A pandemia da Covid-19 também nos deixou inúmeros exemplos de como os absurdos encontram terreno livre e fértil nas telinhas de TV e nas ondas do rádio. No ar, sem constrangimento, foram veiculados depoimentos de comunicadores e informações que questionaram a eficácia da vacina, classificaram o novo coronavírus como “vírus chinês”, lançaram desconfiança sobre as estatísticas de vítimas e amplificaram teorias conspiratórias sobre enterro de caixões vazio e óbitos de outras causas registrados como Covid.<br /><br />Além disso, estimularam o desrespeito às normas como o isolamento social e o uso de máscaras. Em resumo, ecoaram o discurso do ex-presidente Jair Bolsonaro compactuando com uma política de desrespeito à vida com efeitos imensuráveis. Quantas mortes poderiam ser evitadas se tais discursos não tivessem alcançado tantos ouvintes e telespectadores?</p><p>A utilização de concessões públicas como rádios e TVs para disseminar desinformação não é um fenômeno recente. Há tempos, há programas dedicados a destacar pautas conservadoras e usar o discurso de “defesa da família” para se contrapor a avanços no respeito aos direitos humanos. Com apelos religiosos, mas também com humor escrachado e exploração de emoções, estimulam a violência, o preconceito, o ódio.<br /><br />Apesar da televisão atingir mais de 96% dos lares brasileiros, inclusive em locais onde a internet não chega ou chega de forma precária, os tempos atuais são marcados pelo desprezo à comunicação que não é tão moderna ou descolada. Os programas populares e mesmo o jornalismo de bancada não recebem mais a observação e a atenção que exigem. Isso não significa que não sigam causando estragos. E agora, livres das amarras das grades de programação, se espraiam em terrenos digitais, conquistam audiência no YouTube e são alvos de cortes e releituras que circulam livremente na internet.<br /><br />O marco regulatório da radiodifusão no Brasil tem mais de 60 anos, uma obsolescência conveniente e programática. Os órgãos reguladores das telecomunicações fazem vista grossa às reiteradas violações de direitos humanos e constitucionais das redes de televisão e rádio.<br /><br />Não haverá combate eficiente à desinformação e ao discurso de ódio se não houver um olhar para além das novas mídias, se não observamos que a comunicação tradicional resiste para o bem e para o mal. Resta saber se o governo estará disposto a enfrentar esse lado do problema, que envolve grandes empresários e comunicadores políticos com força no Congresso. Na onda de esperança que tomou o Brasil com a expulsão da extrema direita do poder, lutaremos para que a essa disposição prevaleça.</p><p><span style="font-weight: 400;">Por Rosangela Fernandes, Coordenadora Criar Brasil/Pesquisadora PEIC/UFRJ.</span></p><p>Por João Paulo Malerba,  professor da Universidade Federal de Juiz de Fora.</p><p>Por Suzy dos Santos, professora da ECO/UFRJ e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia da Informação e da Comunicação &#8211; PEIC/UFRJ.</p><p> </p>								</div>
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		<title>O ódio desce a rampa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anna Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2023 14:19:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[direito à comunicação]]></category>
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		<category><![CDATA[liberdade de expressão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>São muitos os aspectos relativos ao fim do mandato de quem representa a extrema direita, mas o convite é refletir sobre o fim do ódio como discurso oficial.</p>
<p>O post <a href="https://criarbrasil.org.br/o-odio-desce-a-rampa/3968/">O ódio desce a rampa</a> apareceu primeiro em <a href="https://criarbrasil.org.br">Criar Brasil</a>.</p>
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									<p><i><span style="font-weight: 400;">As duas desenvolvem a pesquisa “Um discurso (de ódio), muitas vozes: privilégio, prestígio e a nova economia política da comunicação em tempos de desdemocratização global”</span></i></p><p><span style="font-weight: 400;">Subir a rampa do Palácio do Planalto. O ritual no Brasil tem uma simbologia complementar à passagem da faixa presidencial. Os dois movimentos marcam o início do novo governo. Depois dos atos terroristas praticados em Brasília após a diplomação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e as tentativas de atentados recém descobertas, as expectativas recaem sobre o dia da posse. Nada impedirá a festa democrática para comemorar a nova fase do país e há a expectativa sobre o ritual de início do novo governo. Para além da definição sobre quem passará a faixa presidencial, há o debate a respeito das companhias de Lula na caminhada rumo ao Palácio. Às vésperas do 1º de janeiro, mais nos interessa quem e o que descerá a rampa, ainda que não literalmente. </span></p><p><span style="font-weight: 400;">São muitos os aspectos importantes relativos ao fim do mandato do político que representa a extrema direita brasileira, mas o convite aqui é refletir sobre do fim do ódio como discurso oficial. A fala intolerante, desrespeitosa, ameaçadora à dignidade da população fará sua caminhada rampa abaixo neste 1º de janeiro. Não significa que não teremos críticas ao que Lula, novo ocupante do cargo máximo do governo, vá dizer nos pronunciamentos oficiais, em coletivas à imprensa, nos discursos em eventos ou mesmo nas conversas com seus apoiadores ou críticos. Mas temos parâmetro de comparação. Os dois primeiros mandatos de Lula são uma boa referência, mas não a única. Desde a redemocratização, José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff podem ter dado muitos motivos para críticas, mas nenhum deles usou o ódio como linguagem oficial de forma permanente. E isso faz diferença.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Jair Bolsonaro se constituiu como persona política através de falas agressivas, fazendo do choque com suas opiniões seu principal capital político. As defesas da tortura, da ditadura, do preconceito fazem parte de sua trajetória e garantiram espaço em programas de televisão com o falso rótulo de parlamentar “polêmico”. Na campanha eleitoral que o levou à Presidência, em 2018, o incentivo à eliminação dos inimigos foi amplamente explorado. “Vamos fuzilar a petralhada” foi apenas uma de suas falas nesse período. Durante o mandato presidencial, foram diversos os pronunciamentos marcados pela ira. O levantamento feito pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) sobre a relação com a imprensa é emblemático: Bolsonaro foi o responsável pela maioria dos ataques à categoria em 2021, com tentativa de descredibilizá-la em 129 episódios apenas em 2021. “Canalha”, “picaretas” e “idiota” foram alguns dos adjetivos escolhidos pelo presidente para se referir aos jornalistas. A misoginia, claro, também deu as caras como intersecção fundamental: “Ela queria dar o furo”, “Eu acho que você dorme pensando em mim”, “É uma quadrúpede”, são exemplos. O Superior Tribunal Federal é outro alvo preferencial do presidente: os ministros do STF também foram chamados por ele de “canalhas”. </span></p><p><span style="font-weight: 400;">As consequências desse lugar oficial ocupado pelas falas intolerantes não representaram apenas profundo desconforto para a população que viu seu presidente sem capacidade de diálogo com o diferente e sem empatia com seu povo. Há resultados concretos. Como a Organização das Nações Unidas (ONU) vem alertando, as palavras têm poder e consequências: levam à violência e até à morte. A Conselheira para a Prevenção do Genocídio da ONU, Wairimu Nderitu, afirma: “Não há um único genocídio – o Holocausto, qualquer crime de guerra, crime contra a humanidade – que não tenha sido precedido de discursos de ódio”.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">O terror que se espalhou em Brasília no último dia 12 e o que revelaram as investigações sobre tentativas de novos ataques são mostras da reação às palavras odiosas. Mas há consequências não tão visíveis, mas ainda mais profundas. As estatísticas brasileiras provam o aumento da violência em diversas áreas no país durante o governo Bolsonaro. Em 2021, a violência contra jornalistas bateu recorde. Segundo a Fenaj, apenas em 2021, foram 430 registros. No mesmo ano, os assassinatos em conflitos no campo tiveram aumento de 75%, como revela relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Na população LGBTQIA+ o país passou a ocupar em 2021 o primeiro lugar em homicídios, um a cada 29 horas. No mesmo ano, os episódios de racismo tiveram alta de 31%. O ódio contra mulheres e meninas tem sido crescente. No primeiro semestre de 2022, o feminicídio levou uma média de 4 mulheres por dia, 62% destas mulheres eram negras, 81% dos assassinos eram maridos ou companheiros. O crescimento contínuo do feminicídio é acompanhado pelo aumento em 12% dos registros de estupros e estupros de vulneráveis, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Estudo da UniRio contabilizou 1.209 casos de violência política desde o início do governo Bolsonaro, janeiro de 2019, até junho de 2022. Nestes, 45 lideranças perderam a vida. </span></p><p><span style="font-weight: 400;">Quando a autoridade máxima do país faz de sua fala uma incitação à perseguição e agressão dos que pensam, agem ou nascem diferentes, há uma espécie de autorização à violência. Quando essa autoridade acolhe golpistas e se cala diante da barbárie, sem nenhum sinal de solidariedade às vítimas, o silêncio sinaliza a aprovação da violência. Ao ocupar esse lugar, o ódio é reverberado em múltiplos espaços. É repercutido e amplificado pela mídia com consequências profundas no imaginário popular. Autoriza comunicadores que buscam audiência através do espetáculo da violência. Se reflete e se repete também nos demais integrantes do governo e seus aliados, em cargos de poder nos estados e municípios. A onda de agressividade que parte do Planalto Central e contamina o país. </span></p><p><span style="font-weight: 400;">Desde o resultado da eleição, o silêncio de Bolsonaro já representou alívio para ouvidos, corações e mentes que sofreram nos últimos anos com suas falas. Seus raros pronunciamentos dissimularam o estímulo à violência em referências religiosas, mas que mantiveram a incitação ao desrespeito às regras constitucionais e ao resultado da eleição. Neste 1º de janeiro, quando teremos a sensação de que a democracia resistiu com a derrota imposta à extrema direita que estava no poder, poderemos comemorar também a descida da rampa do Palácio do Planalto, embora de forma invisível, do ódio como discurso oficial. Ele seguirá em outros espaços, mas perderá o palanque e liberará o Brasil para se reencontrar com a humanidade e o respeito perdidos nos últimos anos.</span></p><p>Por Suzy dos Santos, professora da ECO/UFRJ e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia da Informação e da Comunicação &#8211; PEIC/UFRJ.</p><p><span style="font-weight: 400;">Por Rosangela Fernandes, Coordenadora Criar Brasil/Pesquisadora PEIC/UFRJ.</span></p>								</div>
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